Há muito o povo pobre da periferia inquieta-se com a violência urbana. É uma constatação óbvia: olhem as casas! São grades, muros com caco de vidro, cachorros nas casas, trancas, sistemas de alarme, cercas elétricas, guarda-noturno, etc. Todos temem os ladrões, os traficantes e os drogados. O povo procura se defender como pode. Quem é que ainda não foi assaltado? Talvez uns pouquíssimos sortudos. E as brigas no trânsito? A violência está em toda parte.
A MÍDIA RETRATA A VIOLÊNCIA
A Mídia, ao invés de propor mudanças e soluções, simplesmente busca a fórmula fácil do SENSACIONALISMO. Muitos televisivos ganham audiência mostrando ao vivo e a cores, um seqüestro, um tiroteio, um assassinato, um atropelado e outros horrores. Como se não bastasse, o público infanto-juvenil é bombardeado com filmes e desenhos violentos. Alguém tem que ser morto e perseguido. O medo, o suspense e a solução violenta vão sendo encucados na mente de nossos jovens. Cedo ou tarde vai explodir: irmão que mata irmão ou colega, filho que mata o pai ou o avô, aluno que esfaqueia o professor, etc, etc. Eis um dos aspectos da nossa violenta sociedade. É isso o que queremos?
UM FENÔMENO COMPLEXO
Há anos atrás, uma equipe de especialistas articularam dados e análises, não só sobre a violência urbana, mas também sobre vários problemas que afligiam a população paulistana. Tais estudos originaram o livro “São Paulo, Trabalhar e Viver”, editado pela Brasiliense. Até hoje, é uma das melhores radiografias de uma “realidade angustiada e combativa dos trabalhadores”. Esse fenômeno complexo é daqueles que mais despertam paixões e revela preconceitos e ódios sobre os quais “se costuma calar em outros contextos”. Mesmo com muitos estudos e investimentos, a violência continua aumentando. Por quê?
PERIFERIA: DA CARÊNCIA AO ABANDONO
São várias causas da violência urbana. Todos já sabem e os problemas continuam. Muda governo e o caos continua. Os traficantes são verdadeiras pragas urbanas, um câncer que está corroendo toda sociedade. Nem os ricos e a classe média estão imunes ao problema. Bairros carentes, abandonados e desassistidos pelos poderes públicos estão mais expostos à violência urbana. O Rio de Janeiro vem enfrentando o crime organizado com a experiência das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora, além do combate à corrupção na polícia. Porém, se não investirem no Social, todo este esforço será em vão.
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