terça-feira, 28 de julho de 2009

TESES SOBRE SAÚDE, NO ALTO TIETÊ

A Saúde no Alto Tietê não vai nada bem, principalmente nos quesitos EXAMES e ESPECIALIDADES. Em algumas especialidades, como Reumato, Oftalmo, Otorrino, Gastro,Procto, Neuro e outras, há uma certa demora, e isto compromete a saúde do usuário. Alguns exames, como certos ULTRASSON, Colonoscopia, Endoscopia, etc, também são demorados, e a FILA DE ESPERA torna-se longa nas CENTRAIS DE VAGAS de cada município.
Nossa região conta com apenas dois hospitais estaduais, de médio porte, que são o Hospital Luzia, de Mogi das Cruzes, e o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, conhecido também como Hospital São Marcos. Além desses, há o Hospital Santa Marcelina, de Itaquaquecetuba, o Hospital Dr. Arnaldo, de Jundiapeba, e as Santa-Casa de Mogi e Suzano.São nesses onde a população busca tratamento especializado.
O fato de haver Hospitais, Pronto-Socorros, Postos de Saúde, Pronto Atendimento, Santa Casa, Maternidade não resolve totalmente o problemão. Ainda assim é pouco, daí o clamor geral pela saúde. Uma pessoa com determinado tipo de doença, passa num clínico, e este, encaminha para um especialista, ou passa um exame mais complexo. O doente poderá levar meses para saber o verdadeiro diagnóstico de sua doença. Se piorar, terá que recorrer ao Pronto-Socorro. E mesmo uma consulta num Clínico, pode demorar dois ou três meses, ou até mais, se num Posto de Saúde não houver Clínico. Há casos, que o médico entra de licença, e fica sem médico, até aparecer algum por lá!
É preciso mais investimentos na saúde: mais estrutura (Ambulatórios, Pronto Atendimento, Equipamentos), e a contratação de mais especialistas. Uma reumatologista pediu demissão, em Jundiapeba, e a fila de espera fica emperrada. Só tem agora em Mogi. Faleceu o cirurgião de joelho de Mogi, e a fila não anda. Um psiquiatra pede demissão em Ferraz...O Ambulatório de Saúde Mental vira um Deus nos acuda! E por aí vaí...
Muitos usuários sequer entendem como funciona o SUS, nem o sistema público de saúde, e desconta sua ira nos pobres funcionários da recepção! Alguém tem que ser o bode expiatório!
É mais fácil “armar o barraco” contra os funcionários, o elo mais fraco do sistema, do que reclamar das Autoridades. Tem gente que pensa que posto de saúde é pronto-socorro, e vai pra lá com caso de urgência. A UBS chama a ambulância, ou o SAMU, e até ser removido, o doente vem a falecer, ainda mais se for cardíaco, ou com AVC (acidente vascular cerebral), o popular “derrame”. Aliás, muitas doenças se agravam por dois motivos básicos: ou o usuário não se trata a tempo, por vários motivos, ou, quando procura o Sistema de Saúde, tem vários entraves.
O sucateamento do serviço público de saúde vem sendo denunciado há décadas. Não é de hoje que temos movimentos populares de saúde, conferências e congressos de saúde. Conselhos e comissões municipais e estaduais de saúde. Há farta legislação e orçamentos para a saúde, e a “coisa” não anda! Fica emperrado, e o povo sofrendo em filas de espera. Até que alguém morra por negligência médica, ou em algum equipamento de saúde, aí a Mídia vem com tudo, fazendo sensacionalismo!
Portanto, o assunto demanda várias reportagens. Vamos, agora, detalhando alguns pontos aqui citados. Comecemos pela responsabilidade do Governo Estadual, que pousa de “santinho” e “excelente gestor da saúde”, e no entanto, é um dos vilões da saúde, por montar um sistema de gestão que privilegia entidades privadas e filantrópicas, e sucateia os hospitais públicos. Os sindicatos da saúde vem denunciando isso faz tempo! O SINDSAÚDE e o SINDSEP, respectivamente, Sindicatos estadual e municipal estão entre os mais combativos.
Alguns prefeitos, mais sensíveis ao problema da saúde, tem investido na saúde. Em Ferraz, o Dr. Jorge tem inaugurado diversos equipamentos, como Hospital da Mulher, Pronto Atendimento Infantil, porém, ainda não conseguiu entregar o Centro de Especialidades, nem o CAPS (Centro de Atendimento Psico-Social), fundamental para casos graves psiquiátricos.
Já Marcelo Cândido, de Suzano, conseguiu fazer o CAPS e vários Pronto Atendimentos, além de Postos de Saúde e Farmácias Populares, porém, o único Hospital de Suzano, o São Sebastião, foi fechado pela vigilância sanitária.
O Hospital de Biritiba Mirim foi fechado, e o de Poá funciona a meia-boca, pois estas prefeituras estavam com sérios problemas em seus orçamentos.
No caso de Poá, o Dr Ali, secretário de saúde, explicou como estava a saúde pública em Poá, e o esforço que vem sendo feito, desde a contratação das dez kombis, até a contratação de laboratório para diminuir a FILA DE ESPERA dos exames.

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